sábado, 7 de julho de 2007

"Meros Mortais"


MEROS MORTAIS

Somos a podridão materialista,
arremessada ao jeito da incerteza.

A decisão que resta sobre a mesa
é trabalho da morte calculista!

O arrojo da banal quiromancia termina em pasto à dura realidade,
pois não basta mostrar a identidade do sonho,
da esperança e da magia!

Na impulsão do viver, a preferida, de todos os destinos que se enfrente, é a desgraçada morte, é a vã partida!

É fato que estremece toda a gente, basta que o véu do luto encampe a vida de rico e livre ou pobre e dependente!

Antonio Kleber
(Leia QUARENTA SONETOS SEM PECADOS - Editora Zem - RJ - 2007)

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