
MEROS MORTAIS
Somos a podridão materialista,
arremessada ao jeito da incerteza.
A decisão que resta sobre a mesa é trabalho da morte calculista!
O arrojo da banal quiromancia termina em pasto à dura realidade,
pois não basta mostrar a identidade do sonho,
da esperança e da magia!
Na impulsão do viver, a preferida, de todos os destinos que se enfrente, é a desgraçada morte, é a vã partida!
É fato que estremece toda a gente, basta que o véu do luto encampe a vida de rico e livre ou pobre e dependente!
Antonio Kleber (Leia QUARENTA SONETOS SEM PECADOS - Editora Zem - RJ - 2007)
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